segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Feliz dia do Samba - Parabéns pra você





Hoje pulsa um pouco mais forte o coração de cada brasileiro. Mesmo que goste de rock, rap, funk ou blues, não há quem nunca cantarolou um samba como moro em Jaçanã, se eu perder esse trem... ou viver e não ter a vergonha de ser feliz, há ainda quem se deixe levar pelo ritmo contagiante de uma bateria em fevereiro, tem ainda aqueles que falam: “não gosto de samba, mas Bezerra da Silva é bom”.
O samba é patrimônio da humanidade, se você não samba, tem que aplaudir, pois quando há 95 anos Donga entrou num estúdio para registrar uma das canções que rolavam nas primeiras rodas de samba, lá na casa da Tia Ciata, ele dava início a um estilo musical que, mais que um simples ritmo, é uma verdadeira terapia.
Se você está lendo esse post somente por curiosidade e não gosta de samba, Parabéns pra você! Agora você tem a chance de tirar o atraso e se juntar a essa grande massa que nutre a alma com um algo que é, ao mesmo tempo, tão simples quanto inexplicável.
Ouça o programa MEU SAMBA É ROOTS especial dia do samba, com uma cronologia do samba desde a década de 1910 para você apreciar músicas que são verdadeiras goiabadas cascão.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Samba perde Toniquinho Batuqueiro


Foi enterrado, nesta quinta, o sambista paulista Toniquinho Batuqueiro.
Nascido em 1929, em Piracicaba, Toniquinho se tornou um dos maiores defensores da cultura popular e do samba.
Foi parceiro de outros grandes nomes do samba como Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Pato n´água. Ele também sentiu na pele a repressão feita por quem ousava fazendo samba no meio do século passado.
Toniquinho fez história na Rosas de Ouro ao compor seu primeiro samba enredo oficial em 1972 "Brasil de ontem, Brasil de hoje", passou também pelo Império do Cambuci, Unidos de Vila Maria, Peruche, fundou a Seo Carlão, mas só lançou seu primeiro CD solo em 2009 - Memória do Samba Paulista.
Como cantou Toniquinho:

O terreiro tá, tá poeira só, muita gente vai chorar quando fechar meu paletó.

Hoje, o samba chora, pois lá se foi mais um defensor da nossa cultura.
Mas onde estiver Toniquinho, saiba que A CHAMA NÃO SE APAGOU.


PITCH POWER 10 DEZEMBRO NO CLUB HOMS

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Veja isso,Sábias palavras!



GrandMasterNey:
Pôxa estão achando que é um exagero falar da situação do Ex Presidente...só que enquanto ele esta sendo muito bem assistido,muita gente vai MORRER porque a saúde publica é incapaz de atender o povo com mesmo tipo de problema,a segurança é tanta que a casa da minha amiga acabou de ser assaltada (levaram tudo) graças só a Deus eles estão bem muitos não tem a mesma sorte... E a educação que por ser tão eficiente vão anular 13 questões do ENEN,como diz a musica se eu for falar de tristeza meu tempo não dá.

O que eu sei é que mesmo doente ele terá um tratamento com todas as mordomias de chefe de estado proporcionado por um povo que na minha opinião ele não cuidou direito e mesmo com a garganta ruim vai manter uma ótima alimentação,pois vai ter sempre a mesa um bem macio e suculento CONTRA FILÉ...já o povo como diria o Zagalo vão ter que ingulirrrrrr um duro indigesto CONTRA A VONTADE!!!

CAMPANHA!
LULA, FAÇA O TRATAMENTO PELO SUS!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Projeto Festa Brava


O SOM NÃO VAI SER MAIS DIA 5 DE NOVEMBRO,SÁBADO, SERÁ DIA 6 DE NOVEMBRO,DOMINGO!
PEÇO DESCULPAS MAS AGORA ESTÁ DEFINIDO CORRETAMENTE!
AGUARDO TODOS AMIGOS E COLEGAS DO FACEBOOK,TWITER,ORKUT,COM CERTEZA VAI SER UM EXELENTE ENCONTRO!
"PRESENÇA CONFIRMADA DO DJ GRANDMASTERNEY" 
Evento: Festa Brava-Bar do Luiz
Data:06/11/11-dàs 13hs às 18 hs
endereço:r.atlantico meridional.10-imirim
altura do núm.3.400 da av.imirim,subir a manoel pita até o final, continuação é a rua!
onibus:term.metro santana :ponto de onibus na rua do lado da igreja da voluntários. 
evento gratuito-bebidas e churrasco à preços populares no bar !
Djs convidados: Agogô & Gandaia
ESTACIONAMENTO NO LOCAL

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

É assim, lá debaixo da tamarineira


Raridade. Assista essa reportagem e compare o que mudou no jeito de fazer samba do Grupo Fundo de Quintal desde a década de 1990: nada.
Tirando a saída de alguns integrantes, a paixão, os instrumentos e a essência continua a mesma, se não tiver mais forte. Vale a pena assistir a reportagem, extraída de um VHS, e se orgulhar junto comigo de termos no Brasil e no samba um grupo tão apaixonado pelo que faz. 
Seja como for, até hoje o coro come debaixo da velha árvore e é assim que se faz samba lá debaixo da tamarineira.



Leia a entrevista do Meu Samba é Roots com Ubirany.


@camposdennis

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quem fez a música?

Já parou pra pensar que por trás das vozes dos intérpretes que conhecemos e ouvimos a vida inteira, tem um outro gênio, que compôs uma magnífica letra para fazer sucesso na voz de bambas como Bezerra da Silva? E onde se encontram esses gênios? O próprio Bezerra da silva responde: 



Assista também ao documentário O Coruja.


@camposdennis

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Programa Meu Samba é Roots entrevista Ubirany

Não perca o Meu Samba é Roots deste sábado, 1º de outubro.
Além de muito samba de qualidade, que já é a marca registrada do programa, você poderá conferir uma entrevista exclusiva com, ninguém menos que o inventor do repique de mão, Ubirany.
O gênio do samba fala sobre os 50 anos de Cacique de Ramos, da indicação do Grupo ao Grammy Latino, das músicas inéditas do novo CD e muito mais.
É neste sábado, às 16h, no SiteCulturaBlack.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A história do samba segundo um Beatchoro


Já imaginou a a história do samba cantada em outro ritmo senão o próprio samba?

Então preparasse para um beat, ou melhor um beatchoro.
Está na moda uma onda de fusion, músicas que surgem da fusão de instrumentos não misturados ainda ou da fusão de ritmos para formar outros.
Vamos, então, usar a fusão a nosso favor e curtir um beatchoro.


Não perca, todo sábado tem o Programa Meu Samba é Roots. Clique aqui e ouça os programas anteriores.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Emicida no Samba da Vela


É o tal do rap no samba.

Pensamento rápido e dono de um repertório cultural vastíssimo. Esse é o Emicida. Não preciso explicar muito sobre o cara que ele por si já se explica. Mas o que sempre admirei nele foi a proximidade com o samba e a naturalidade com que fala que pra ficar a pampa só precisa de Zé Ketty, Cartola e Paulinho da Viola na agulha. Quer mais que isso? Na mesma música ele diz que Patativa do Assaré não fez medicina, mas tocou o coração.
Ele não grava samba, mas o ama como eu. Merece esse destaque e você merece ouvir isso:


Todo sábado tem o programa Meu Samba é Roots, no SiteCulturaBlack, às 16h.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O último churrasco de Seu Jorge..


Pois é, parece que Seu Jorge cançou de suas melodias "para churrasco". Depois de América Brasil e o agora Múscias para Churrasco Vol. 1, segundo as últimas declarações, o músico esta pensando em trocar o swingado samba-rock que o consagrou, com uma levada bem mais pop; para calçar violão, partituras e levar seus sons com algumas sinfônicas por este o mundão de meu Deus. Seu Jorge disse que depois do Músicas para Churrasco, não tinha muito sentido pessoal alguns hits que o consagraram em seu perfil musical. Quem acompanhou os últimos discos de Jorge Mário com certeza sentiu o tom pop dos trabalhos bem diferentes da pegada de Farofa Carioca ou até o consagrado Samba Esporte Fino. Porém se aos 41 anos uma pessoa já consegue ser chamado de "Seu" por ícones do quilate de Marcelo Yuca, e resolve trocar do pop para o erudito, com uma puxa trajetória musical e de vida que tem, quem sou eu para criticar, certo? Agora é esperar para ver o que vem por aí desta parceria Seu Jorge e Orquestra, que por sinal já esta no forno. Como disse Jorge: " Já esta na hora de fazer um pouco mais pela música". Calma Jorge seu lugar na MPB já esta garantido e se depender da qualidade e competência Seu Jorge, é capaz até do erudito virar hitz, vai saber né?

Cultura Black, mais que rádio uma família...


Clique no player para ouvir
a Rádio Cultura Black


A aproximadamente um ano e meio recebi um convite de um agora parcerio Ed para participar de sua rádio Web. No princípio achei meio estranho pois o conceito até então era estranho para mim. A medida que fui me envolvendo foi impossível não me cativar pela programação, carinho e respeito de todo mundo que faz a rádio Cultura Black se movimentar, motivo que possibilitou até encontros fora do ambiente virtual da rádio gerando fortes amizades. Como esta semana o papo do Ecos vai ser sobre rádios Webs, o começo não poderia deixar de ser diferente. Com vocês a família Cultura Black:




Ecos do Teleco Teco:

FALA ED BLZ?
POSSO COMEÇAR?
Equipe Cultura Black diz:
tudo certo
pode

Ecos do Teleco Teco:

DE ONDE SURGIU A IDEIA DA RADIO CULTURA BLACK?
Equipe Cultura Black diz:
A ideia surgiu pois sou amante da música negra. Sentia carência do gênero nas rádios, na TV e em outros meios de comunicação
Sendo assim, resolvi fazer um pouquinho para não deixar o movimento, enfim, a música negra (e tudo o que ela nos traz de bom) ser esquecido.

Ecos do Teleco Teco:
A CULTURA TEM QUANTO TEMPO DE ESTRADA? COMO E FEITO O GARIMPO DOS LOCUTORES
Equipe Cultura Black diz:
Completamos dois anos em junho. A maioria dos locutores são encontrados por meio de pesquisas de blog na web. Foi aí que descobrimos vários talentos que fazem parte da nossa programação e que hoje, parecem ser da nossa família.

Ecos do Teleco Teco:

A CULTURA BLACK E UMA DAS PIONEIRAS? COMO SE DA O RELACIONAMENTO ENTRE AS RADIOS EXISTENTES?
Equipe Cultura Black diz:
Na verdade, quando começamos achávamos que éramos os pioneiros, mas logo depois descobrimos outras web-rádios que estam há mais tempo no ar. O nosso relacionamento com elas é muito bom. Inclusive temos uma parceria com a Rádio Nostalgia, que também é uma grande web-rádios. A minha ideia não é que não tenhamos rivalidade, e sim sermos unidos para trazer mais ouvintes para esse movimento que tanto cresce:

Ecos do Teleco Teco:
SE TIVESSE QUE RESUMIR A RADIO CULTURA BLACK EM UMA PALAVRA QUAL SERIA?
Equipe Cultura Black diz:
Amizade, porque fizemos vários amigos. E muito disso acontece por causa da rádio que uniu várias pessoas.

Ecos do Teleco Teco:

VOCE ACHA QUE AS RADIOS WEBS NO FUTURO SUBSTITUIRÃO AS RADIOS CONVENCIONAIS?
Equipe Cultura Black diz:
Sim, estamos caminhando para um tempo onde tudo está sendo ligado à internet. E o bom das web-rádios é que elas podem ser ouvidas ao redor do mundo. Uma prova disso é que a maioria das rádios convencionais estão também na internet.

Ecos do Teleco Teco:

UM JOGO RAPIDO
UMA PALAVRA PARA OS OUVINTES
Equipe Cultura Black diz:
"Obrigado", pelo reconhecimento que todos estão dando a equipe da Rádio Cultura Black.

Ecos do Teleco Teco:

UMA META?
Equipe Cultura Black diz:
Crescer ainda mais, sem perder as origens.

Ecos do Teleco Teco:

E PARA FECHAR UM RITMO PREFERIDO NA RADIO?
Equipe Cultura Black diz:
Apesar de gostar de todos, tenho a preferência pelos balanços dos anos 70 e 80, estilo James Brown, Marvin Gaye .
GAP Band, que me despertaram interesse pela música.

Ecos do Teleco Teco:

VALEU ED.. A PROPOSITO A CULTURA BLACK DESENVOLVE ALGUM TRABALHO EXTRA RADIO COMO ENCONTROS E COISAS ASSIM?
Equipe Cultura Black diz:
Por enquanto, tivemos um encontro, porque é difícil unir todo mundo em uma festa. Mas a nossa intenção é ter essas reuniões com mais frequência.

Ecos do Teleco Teco:

Muito obrigado Ed... nos vemos na Cultura Black

E o domingo vai ser de Sambalanço no programa Ecos


E neste domingo o clima do Ecos é de Sambalanço
As 20:00 horas na radio Cultura Black
Acesse: WWW.SITECULTURABLACK.COM.BR
sente o clima

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PROGRAMA FINA NOSTALGIA DIA 25.08.11 (PROGRAMA 9)




CLIQUE NO FLYER PARA FAZER O DOWNLOAD............

Se não der não deu. Amanhã vai dar

Costumo colocar nos posts sambas e sambistas novos. Além dos já consagrados, a ideia é mostrar, também, que a chama não se apagou.
O samba de hoje, traz uma grande mensagem da nova geração: o grupo Bambas de Berço, composto pelos filhos de Nelson Rufino, Arlindo Cruz e companhia. Só a rapaziada de sangue azul.
O nome da música é uma filosofia de vida: se não der não deu, amanhã vai dar.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Big Ben (1965)


Em 1965, a música brasileira estava polarizada entre a turma do samba e a da bossa, que habitava o programa de TV "Fino da Bossa" comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues e a galera do rock, que circulava em torno de Roberto Carlos em outro programa de TV, "Jovem Guarda". Imune a praticamente tudo, inclusive às discussões acaloradas que se tratavam na imprensa sobre o sacrilégio ou não de tocar música brasileira em instrumentos elétricos, Jorge Ben Jor era regularmente convidado para os dois programas e em ambos fazia idêntico sucesso, prova eloquente da capacidade contagiante de seu balanço. Big Ben, seu álbum dessa fase, não tem o mesmo brilho de sua performance ao vivo: no repertório, misturam-se canções originais e composições de outras pessoas, numa tentativa de criar um clima de boate, de Beco das Garrafas. Mas o talento original de Jorge acha brechas a toda hora na psicodélica Jorge Well, cantada num inacreditável inglês, no samba-iê-iê-iê O homem que matou o homem que matou o homem mau (uma referência ao western clássico de John Ford, O Homem que Matou o Facínora), na doca Toda Colorida (cujo verso de abertura cita "Don't let the sun catch you crying", da banda inglesa Gerry and The Pacemakers) e no futuro clássico Agora ninguém chora mais.

Retirado do Box Salve, Jorge!, Contracapa do álbum Negro é Lindo

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O tal do Rap com Samba


Meu samba é roots, mas além da raiz tem o samba-rock, samba com jazz, samba com forró e o meu preferido: rap com samba.
Essa mistura mostra que os dois ritmos, embora diferentes, tem suas raízes muito próximas. E só têm a fomentar a música brasileira.
Rappin Hood, Emicida, Mano Brown e muitos outros rappers citam o samba em suas músicas e, alguns deles, até já até gravaram com sambistas.
Dor de verdade é um claro exemplo de como fica interessante essa história de rap-samba.


Wild Robson - Histórias pra Cantar (video oficial)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

MICHAEL JACKSON - YOU ROCK MY WORLD (SINGLE 12'') (2001)



CLIQUE NA CAPA PARA FAZER O DOWNLOAD...................

Negro é Lindo (1971)


A trilogia de Jorge Ben Jor com o Trio Mocotó encerra com o poderoso Negro É Lindo, em 1971, em uma fase da indústria cultural brasileira onde o negro começa a ser percebido com potencial consumidor. Negro É Lindo traz homenagem a Cassius Clay, depois Muhammed Ali e também a João Parnahyba, apelidado de Comanche. Traz declarações de amor à sua querida Maria Tereza Domingas e, ao mesmo tempo, propões um pacto de comunhão de bens à Rita Lee, sua carona dos estúdios pra casa no Brooklin. A diferença em relação aos outros LPs está no  fato deste ser mais centrado no violão e em seus arranjos, possivelmente fruto da sua parceira com Paulinho Tapajós, que dirigiu as gravações entre 71 e 75. No estúdio, Tapajó preferia gravar com Jorge soxinho em cima de um estrado, sob o qual colocava microfones que captavam a batida dos tamancos do artista e o rocçar da palheta sobre as cordas dos violões. A partir dali, os arranjos eram montados. "Com a pulsação dos tamancos, da voz e da palheta, o Jorge se transformava numa máquina de ritmo. Depois eu enfeitava com os outros instrumentos em tessituras que não esabarravam na dele. Gravávamos 30, 40 músicas para um único disco e acredito que ainda deva exisitir muito material inédito. Era a melhor maneira, porque o grande barato do Jorge é a liberdade. Ele não tem disciplina. Então temos de ir atrás dele." Pode-se analisar essa liberdade como uma certa alienação às técnicas e às artificialidades de breque, ou do fim da música, mesmo em LPs gravados ("Em Cima", "Miudinho!"). Junta-se a isso o fato de Ben, apesar de compor letra e música de grande maioria das músicas que cria, não arranjar para outros intrumentos: nessa época, ele toca seu violão cantando e o arranjador (ou o Trio Mocotó) faz o trabalho em cima disso.

Retirado do Box Salve, Jorge!, Contracapa do álbum Negro é Lindo

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nomes de Favela - Clipe


Descubro sambas todos os dias. E não é raro eu ouvir pela primeira vez uma samba que já descobriram há séculos.
A partir disso, criei o samba roots da semana, que traz em sua maioria sambas que acabo de descobrir, muitas vezes por acaso.
Mas, neste ano, ainda não ouvi música que casou melhor a interpretação, letra e instrumentação do que nomes de favela. Na voz de Moyses Marques.
Ainda não viu o clipe? Então faça um favor aos seus ouvidos e olhos:


chamada-12-08-11oficial.mpg

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nossa Gisele Bündchen é preta


Enfim saiu o clipe oficial do Favela Fashion Week. A música lançada pelo grupo Reunião de Amigos mostrou a uma infinidade de pagodeiros que é possível, sim, fazer uma música de qualidade e comercial. Embora não seja um samba roots, está música está em meu repertório nos pagodes de mesa por ai.
O samba de Cleitinho Persona, Nego Branco e Manu ganhou uma versão em clipe, gravada na Vila Prudente, Zona Leste da capital paulista.
Vale a pena conferir.


Força Bruta (1970)


Foi em 1968, na boate Jogral, point da noite paulistana dos 60, que Jorge Ben Jor cxonheceu o que muitos consideram seu parceiro ideal: o Trio Mocotó. Um inusitado grupo de bateria, cuíca, pandeiro e voz tão afiado e criativo ritmicamente como o próprio Jorge, com quem também compartilhavam uma formação no exigente conservatório da bateria de escola de samba. Um ano depois, Jorge e o Trio Mocotó levantariam e dividiriam o Maracanãzinho com sua interpretação de Charles Anjo 45 no Festival Internacional da Canção; era o início de uma brilhante parceria capturada integralmente, pela primeira vez em Força Bruta. Continuação da guinada criativa iniciada com seu LP anterior, esse disco traz Jorge de volta para casa, para a complexa simplicidade do samba carioca. Gravado em apenas três dias entre Rio e São Paulo, esse trabalho capta toda energia das sessões, largamente improvisadas (Jorge mostrava as músicas ao Trio na hora de gravar). É uma alquimia que brilha em faixas como Oba, lá vem elaO telefone tocou novamente e Mulher Brasileira, todas sucessos nos primeiros 70.

Retirado do Box Salve, Jorge!, Contracapa o álbum Força Bruta

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Jorge Ben (1969)


Em meados dos anos 60, uma série de escolhas infelizes haviam descarrilhado a carreira ascendente de Jorge Ben Jor. A própria cena musical havia mudado dramaticamente, com caras e ideias novas brotando dos festivais e a Tropicália arrebentando as comportas que aprisionavam os diversos modos de fazer música no Brasil. E foi exatamente a Tropicáliaque contribuiu para o resgatede Jorge, que se viu contratado por Guilherme Araújo e incluído no elenco do programa de TV "Divino, Maravilhoso". Não que os tropicalistas influenciassem Jorge - era o contrário, a música de Ben surgia para eles como a mais perfeita síntese de sua proposta estética. Mas a presença no programa e o convivio com Caetano, Gil e Gal abriram novas possibilidades profissionais e musicais para Jorge, adicionando temas e colaboradores ao seu trabalho. O espetacular Jorge Ben mostra claramente essa renovação. Álbum de retomada, ele traz uma verdadeira coleção de grandes sucessos, como Bebete vãoboraPaís tropical, Que pena, Cadê Tereza e a dramaticamente poética Charles Anjo 45, retrato antecipado de uma cidade muito mais violenta. Rogério Duprat, o maestro da Tropicália, assina arranjos de Descobri que eu sou um anjo e Barbarella e os dois grupos que seriam essenciais na consolidação do som de Jorge - Originais do Samba e Trio Mocotó - fazem sua estreia.

Retirado do Box Salve, Jorge!, Contracapa o álbum Jorge Ben

Tony Meléndez (legendado em português e completo)

As últimas do blog do DJ Agogô